INDIGNADO
terça-feira, 20 de setembro de 2011
BPN
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Bloco de Esquerda
Um dos fenómenos mais raros e curiosos da realidade política portuguesa é sem dúvida o Bloco de Esquerda. E mais do que curioso, é indicador da realidade, não só portuguesa, mas das democracias ocidentais em geral. O BE não é um partido. É uma agremiação de vários partidos. Partidos esses que devem muito pouco à democracia, e muito menos ao pluralismo. São partidos revolucionários, partidos que advogam a supressão da propriedade privada, e, em passagens mais delirantes dos seus manifestos políticos, a apropriação por meios violentos dos meios de produção, que apelam á liberalização das drogas e apelam á irresponsabilidade.
Este tipo de palavreado por eles utilizado agrada a certas camadas da população. Diminutas, claro.
E a aceitação que o Bloco consegue, da parte da "juventude, não se deve certamente aos momentos líricos mais delirantes dos seus cada vez mais obscuros programas. Pela simples razão de estes serem cada vez mais obscuros e, por conseguinte, desconhecidos da maioria dos jovens (na maioria irresponsáveis e dependentes de substancias abstractas) que tanto apreço manifestam pelo BE, e, nestes tempos de personalização desenfreada da política, pelo Louçã em particular.
A esquerda radical, a que pertencem os grupos que se agrupam no BE, viu a sua política económica descredibilizada pela decadência soviética, e pela satisfação, pelo menos em maior grau, das necessidades básicas das populações, ou pelo menos da sua maior parte, que os sistemas capitalistas ocidentais conseguiram oferecer. E sem puderem oferecer o Paraíso na Terra da sociedade sem classes, que não foi mais que o Inferno na Terra dos Gulags, a esquerda radical, e no caso em análise o BE, teve de procurar outra área para a sua acção política, por natureza radical. Surgiram assim os "temas fraturantes".
O aborto.
Os direitos dos homossexuais.
A liberalização das drogas. Para os mais politizados, a defesa destas liberalizações é uma forma de "libertação interior", de "libertar" o indivíduo dos constrangimentos da irracional moralidade. Parecem ignorar que, ao fazerem essa "libertação", estão a tomar também eles uma posição moral, tão "irracional" ou "tirânica" como aquela que condenam. Mas mais uma vez, por ser precisamente o mais revelador, não é a aceitação do programa do BE por parte dos mais politizados, mas por parte daqueles que pouco ou nada conhecem da identidade do BE, e dos partidos que o constituem. Esses olham para o BE, e para os seus "temas fracturantes", como a defesa da liberdade de escolha para cada um levar a sua vida como bem entende. O BE é um partido de irreverência estéril. É um balão de ar quente.
O mais estranho é que quem sustenta esses tipos com ordenados chorudos, somos nós, nós povo.
terça-feira, 19 de abril de 2011
TENHAM VERGONHA


sábado, 16 de abril de 2011
Novo Estatuto Funcionários do Parlamento
No último dia da legislatura, os partidos votaram, por unanimidade, um novo estatuto para os funcionários da Assembleia da República (AR), que consagra regalias únicas para aqueles trabalhadores, que não são extensíveis aos restantes funcionários públicos.
Um desses privilégios diz respeito à progressão nas carreiras. Enquanto para a generalidade dos funcionários do Estado a promoção para uma categoria superior só se realiza quando forem acumulados 10 pontos (depois da aplicação dos critérios constantes no Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública – SIADAP), os trabalhadores do Parlamento são promovidos depois de acumularem oito pontos, de acordo com o artigo 29 dos novos estatutos.
